| Uma
estratégia de sucesso |
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15/2/2002
A
Trellis oferece solução e metodologia de implantação
e avaliação onde há ganhos para o parceiro
em termos
de velocidade de geração de negócios
Irene
Barella
Há
um ano e meio a Trellis vem alterando seu perfil para fabricante de soluções
e não apenas de produtos. Cássio Spina, diretor de desenvolvimento
estratégico, conta à repórter do CRN Brasil, Irene
Barella os resultados dessa mudança, as novidades e benefícios para
o seu canal, além de como a empresa nacional, que enfrenta as gigantes
do setor, se posiciona no mercado.
CRN:
Qual a postura da Trellis no mercado atualmente?
Cássio Spina:
2002 é um ano importante porque a Trellis está completando dez anos
e consolida uma evolução de toda em-presa que quer permanecer por
muitos anos no mercado dentro do seu foco de atuação. O nosso é
conectividade desde a fun-dação e com o modelo de sempre trabalhar
com canais e atra-vés de parceiros. Esses são valores incorporados.
Estamos evoluindo com o mercado e há um ano e meio nos transforma-mos de
fabricante de produtos para fabricante de soluções.
Cada vez
mais, os canais precisam de soluções que vão dar
o resultado,
esse é o benefício que ele espera. Hoje os canais conseguem criar,
desenvolver e implantar duas ou três soluções, mas não
têm um leque que é o que o mercado demanda. A proposta não
é simplesmente oferecer o produto para que o parceiro desenvolva a solução
completa para o cliente, mas dar um passo além. É oferecer a solução
completa para o parceiro trabalhar junto ao cliente e implantar, conforme o perfil,
recursos de interesse desse cliente. A solução formatada e a metodologia
de implantação e avaliação oferece ganhos ao parceiro
em termos de velocidade de geração de negócios e, para a
Trellis, mais valor no que comercializamos.
CRN:
Qual é a composição da solução?
Spina:
Vou pegar como exemplo o i-Condomínio, hoje nossa principal solução
é referência para todo o resto da nossa linha. Não adianta
simplesmente oferecer um produto se vai demandar do canal o desenvolvimento de
metodologia de inspeção, de projeto e de instalação.
O investimento, o tempo que vai consumir e, principalmente, se analisar que os
canais teriam que repetir o trabalho para conseguir implantar. Sabendo que o mercado
está cada vez mais veloz, resolvemos preparar isso tudo para que o revendedor
não tenha o trabalho de desenvolver toda a metodologia, todos os processos
e treinamento da equipe e do cliente. Um dos segmentos que o i-Condomínio
atende é o hoteleiro, que tem um método específico de treinamento
em linguagens diferentes, desde o recepcionista até o pessoal de retaguarda.
É o conjunto de serviços (vamos chamar assim) que, agregados aos
nossos provêem a solução. É fundamental reforçar
que nosso conceito é o de fabricante de solução e não
de integrador
de solução. A Trellis produz tudo isso, para
que seus canais repliquem aos clientes.
CRN:
Como foi formado o canal de soluções e como aceitaram transformação?
Spina:
Isso é fruto de muita interação com o canal. Não saiu
da nossa cabeça só porque achamos legal, vamos fazer... Muito pelo
contrário, vem do mercado para nós, que considero o modelo certo
de desenvolver qualquer produto, solução, seja o que for. O canal
não conseguia entrar no mercado de banda larga porque os provedores de
serviços, que são as teles, as operadoras e as gestoras de telecom,
não achavam parceiros que tivessem a capacitação, o know-how
para poder implantar as soluções. Elas assumiram essa responsabilidade,
porém esse não é o negócio delas. Quando juntamos
essas empresas e os canais com dificuldade de entrar nesse mercado, com a experiência
e conhecimento tecnológico e da parte de serviços da Trellis, foi
a combinação perfeita. Pensamos que a partir desse relacionamento,
se conseguíssemos unir a solução completa que capacite o
canal a fazer todo o processo de inspeção, de projeto, de instalação,
de pós-venda e tudo o mais, a operadora vai enxergar que essas são
nossas competências e, para ela, é excelente, porque passa a trabalhar
mais em seu foco de atuação. É um modelo que todo mundo sai
ganhando e partiu do mercado. Claro que a Trellis agrega muito utilizando melhor
nossos recursos, porque desde a fundação da empresa nossa filosofia
nunca foi simplesmente entregar o produto, a caixinha e dizer para o parceiro
se virar. Sempre oferecemos toda uma retaguarda de pós-venda, suporte técnico,
instalação, assistência técnica, de projeto, porque
é onde temos diferencial como empresa nacional que agrega para o parceiro.
Temos concorrentes multinacionais com nome forte no mercado e temos respeito por
eles, mas que pegam o que já venderam para o mundo inteiro e o Brasil é
um anexo, um percentual do negócio deles. Como empresa nacional a Trellis
sempre valorizou muito mostrar para os parceiros que não estamos trazendo
mais um produto, mas sim algo agregado, adicionado a esse produto que é
o nosso papel. E tem se provado um modelo de sucesso porque vemos nossos concorrentes
patinando ou oscilando e a Trellis é um fabricante que tem um ritmo constante
de crescimento, fruto dessa filosofia implantada há 10 anos.
CRN:
Qual o balanço dessa transformação iniciada há cerca
de um ano?
Spina: A avaliação é extremamente
positiva, primeiro pelos casos de sucesso como as redes
EstanPlaza, Sol Meliá,
Parthenon, só para exemplificar. Eles demonstram a efetividade do modelo
de negócios que fornecemos, tanto para a Trellis quanto para os parceiros.
Do lado das operadoras, as parcerias que fechamos em São Paulo com a Ajato
e na região Norte/Nordeste com a Telemar, mostra que o valor agregado que
representa nossas soluções é inédito. Tanto que há
outras interessadas, estamos setorizando por região e percebemos que a
demanda é muito grande. Ainda não fechamos nosso balanço
de 2001 porque nosso ano fiscal terminou em 15 de janeiro, mas tenho números
bastante definidos: nosso crescimento global no período 2000/2001 está
na faixa de 90%. Isso num ano bastante atípico, com dificuldades impostas
pelo mercado. O que deu valor foi o agregado, porque já vínhamos
plantando durante dez anos em nossas linhas tradicionais de networking e modems
analógicos convencionais. Fizemos parceria com a Globo Cabo e Net Sul,
onde treinamos os parceiros que também podem oferecer os produtos dessas
empresas. A Trellis, junto com as operadoras, está levantando quais os
parceiros têm o perfil de convergência para atuarem nesse segmento
promissor. Em 2001 tivemos bons resultados, mas também realizamos grande
investimento em desenvolvimento. Quando a tecnologia está pronta é
necessário levá-la aos clientes e trabalhar junto com eles. A fórmula
é trabalhar junto com seu cliente na concretização daquela
solução. É um processo evolutivo. As empresas que vão
ficar no mercado são aquelas que reconhecem isso. O mercado de informática
é muito rápido na decisão e se você não acompanhar
suas necessidades, mesmo entre as líderes, muitas desapareceram nos últimos
dois anos.
CRN:
Quais os produtos e serviços com os quais trabalha?
Spina:
Temos a linha de consumo que engloba modems analógicos (para linhas telefônicas
convencionais), de 56K que sempre foi nosso carro-chefe com uma participação
significativa no mercado e, também produtos para redes locais básicos
(networking para pequenas empresas e Soho). Depois temos a linha de networking
para o mercado corporativo de médias e pequenas, sempre focado nos grupos
de trabalho, os workgroups e os usuários remotos. Nosso foco não
é infra-estrutura de rede, mas a ponta da rede. Essas são as linhas
tradicionais da Trellis. Há três anos já trabalhamos com a
tecnologia de banda larga e as novas linhas nessa área incluem cable modem
e modems ADSL.
Esse mercado está em um crescimento explosivo. Como
sempre tivemos o foco em canais, nos preocupamos em desenvolver banda larga para
nossos parceiros, porque é onde a base da Trellis se formou e ao mesmo
tempo em que valorizamos temos que respeitar isso. Mais recentemente, dentro de
ADSL e cable modem tem o i-Condomínio, que é fruto da experiência
acumulada ao longo de três anos para transformar banda larga em uma realidade
para o canal.
CRN:
Como está estruturado o programa de canais?
Spina:
Temos os distribuidores Abano, Alcatéia, Bull, Nagen, Officer, Rio Branco,
SED e Tech Data, que têm toda a linha. A partir do segundo semestre também
vão oferecer a solução i-Condomínio porque é
necessário o processo de certificação, que inclui pré-avaliação,
treinamento e formação, parte prática acompanhada por nós
e que já está em andamento. Inicialmente a Trellis certificou 20
parceiros com perfil de integrador e que já trabalham com a solução,
sendo 12 no Estado de São Paulo. O projeto todo envolve vários passos,
sendo que no próximo vamos abrir mais o leque para outros 20 parceiros
pelo menos, principalmente fora de São Paulo e o último vai ser
trabalhar junto com os distribuidores. Para o i-Condomínio, que faz a ponte
entre a comunicação de dados utilizando o meio telefônico
já existente, o perfil é bastante especializado e que tenha conhecimento
básico de implantação de rede e que conheça a parte
de telefonia.
Esse programa de certificação ajudou a criar
uma base para construir um maior que engloba esse que fechamos para o i-Condomínio
e outros para as demais linhas de produtos. O que já está estruturado,
montado e implantado é o Programa de Certificações em Soluções
Trellis.Duas características o diferem do programa antigo: engloba a certificação
pessoal do profissional, além da empresa, agregando valor à sua
carreira e temos uma relação mais próxima para avaliar e
acompanhar sua performance. Segundo é a segmentação na especialização
desses parceiros. Hoje o canal pode se certificar dentro do i-Condomínio,
na categoria de networking e também em banda larga. A combinação
das três fica a critério do parceiro e da Trellis. O pré-requisto
é ter a infra-estrutura adequada para atender cada segmento e cada linha
de produtos.
Oficialmente, desde o início de 2002, existe a classificação
de parceiros. Ouro com dez integrantes e esperamos chegar a 20 até
o primeiro trimestre é o básico e inclui parceiros certificados,
depois vem o degrau Diamante com cinco empresas, que é para parceiros com
volume de negócios maior (de US$ 5 mil a US$ 20 mil) e passa por uma carga
de treinamento de pessoal mais extensa. O nível Platina, bastante exclusivo
conta com apenas três parceiros, tem outro patamar de volume de negócios
(acima de US$ 20 mil) e maior proximidade e relacionamento com a Trellis em trabalhar
grandes projetos conjuntos. Todos os parceiros recebem indicações
de acordo com o perfil do parceiro, sempre com o acompanhamento da Trellis. Temos
também programa específico para canais especializados de varejo.
Outra novidade é que estamos fechando parcerias com institutos de formação
básica para os interessados e, aí sim, entrar no nosso processo
de certificação.
Irene
Barella é repórter de CRN
Brasil. Email: Irene Barella
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